Belgrado – Sérvia

Belgrado, capital da Sérvia, fica localizada na confluência dos rios Danúbio e Sava. É uma das cidades mais antigas da Europa, e teve a presença de celtas, romanos, otomanos, gregos, entre outros.
Ela tem seu próprio governo e é capital política, econômica e cultural.
O nome Belgrado foi pronunciado pela primeira vez em 878, pelo Império Búlgaro, e significa “cidade branca”.

DICA:Estando de carro, cruze a fronteira com calma, é preciso mostrar passaporte, e vimos vários carros sendo fiscalizados, sendo necessário abrir o porta-malas e mostrar tudo que estava sendo levado. Existem pedágios, que podem ser pagos com cartão de crédito.
A rodovia é boa e vimos uma vastidão de milho, girassol e trigo.

Entrar na cidade e encontrar o hotel foi uma aventura, pois o mapa nos mostrou apenas o local e as ruas principais, sem detalhes, mas conseguimos chegar.

A cidade que foi muitas vezes destruída (40 vezes) e reconstruída é no geral muito feia, diferente das demais que tiveram o cuidado de manter a arquitetura.
O jantar foi interessante, na Rua Skadarska, localizada no centro velho da cidade, região que foi habitada e mantém o estilo otomano, onde estão concentrados os restaurantes, todos com muita música e alegria.
Nesta região encontram-se os artistas, escritores e pintores.
As carnes são a base da gastronomia, e para iniciar a refeição é servido um cálice com uma dose de grappa, e uma tábua de frios, posteriormente grelhados, acompanhados de salada de repolho e tomates.
Divertimo-nos muito, bebemos e comemos muito também.

Como nos outros hotéis, nossa reserva foi feita como sendo lua de mel, então recebemos um espumante com chocolates, mas deixamos para o dia seguinte.

Após o café, o que fazer? Aparentemente não havia muitas coisas para serem vistas, mas como sempre, a melhor opção é buscar um guia e foi isso que fizemos.
Saímos em direção à fortaleza, é claro e em local estratégico e impressionante, na colina, bem na confluência dos rios Danúbio e Sava.
Podem-se ver nitidamente as várias construções, romanas em tijolos e otomanas em pedras.
Segundo nossa guia, sabe-se que os celtas estiveram na cidade, mas não se sabe exatamente em que local.
Hoje a fortaleza faz parte da vida da cidade, os jovens passeiam por ali, as crianças brincam, a vida acontece.
Após o comunismo, uma das principais atitudes do novo governo foi mostrar ao povo que Belgrado era um local seguro, e diante de tanta destruição e preocupação, a primeira providência foi iluminar a fortaleza, criar áreas esportivas e retirar pontos de drogas.
Foi na fortaleza que os servos participaram do rock, e falam sobre isto com muito orgulho, pois outros países comunistas não tiveram o mesmo privilégio.
Visitamos a Igreja de São Marcos, a maior de Belgrado, localizada no Tasmajdan Park, de origem turca. A praça foi palco de inúmeros ataques e muitos bombardeios, e que hoje é um belo parque, com flores e paz.
Nosso hotel também está localizado nessa praça, e de alguns pontos do hotel a vista dá diretamente para ela.
O Parlamento é lindíssimo, mas somente passamos por ele.
DICAS: Existe multa aos pedestres, que desobedecem as leis de transito a pé , como atravessar no farol azul, andar pelo lado esquerdo das calçadas , assim como para os carro

Belgrado é a terceira cidade mais estratégica do mundo, por isso foi destruída 40 vezes, para nossa surpresa e incompreensão de nossa guia a primeira cidade é Istambul e a segunda o Rio de Janeiro.

Quando o Império Sérvio se dividiu, perdeu força, permitindo a entrada do Império Otomano. Os sérvios passaram a viver no norte, onde poderiam ser mais livres.
De 1404 a 1427 Belgrado é a capital dos sérvios.
Os turcos entram em 1521, e durante 350 anos eles governam, perdendo e ganhando várias vezes.
Chegam os austríacos e constroem novas fortalezas em 1750.
Curiosidade: os sinos das igrejas batem ao 12h, isto porque o Papa pede para que toquem em sinal de proteção a Belgrado, pois aqui está também a divisão do cristianismo.
Na época pós-comunismo a inflação era de 300% ao mês.

A influência da cultura e costumes de Belgrado foi, em sua maior parte, vinda dos russos mais que dos comunistas, pois Tito rompeu com Stalin e deixou que entrassem 250.000 intelectuais russos em seu território.
Tiveram um comunismo aberto, possuíam comércio, a música; porém, tudo era controlado.
Nossa guia não soube nos dizer se a população gostava ou não de Tito, só nos contou que no dia de sua morte suas assessoras, e a população idem choravam muito.
Os alfabetos são dois: o latino e o cirílico.
San Sava é o maior santo de Belgrado, mas seu nome nada tem a ver com o rio; seus restos mortais foram queimados pelos turcos, em represália. Ele foi determinado santo porque após três séculos seu corpo estava intacto, e ao queimá-lo sua mão continuou intacta.
Nossa guia nos explicou que no cristianismo ortodoxo, para que alguém seja considerado santo, é preciso que haja uma prova real e visível, no caso de San Sava , seu corpo intacto.
E hoje existe a Igreja que está sendo construída para abrigar 10.000 pessoas, e que terá a maior área de mosaicos da região, seu estilo é sérvio-bizantino.
Ao lado tem uma igreja pequena que foi construída em 50 dias.
Em todos os monumentos da cidade , é uma mescla de estilos.
DICA :O que fizerem é considerado turismo cultural, quando todas as igrejas são visitadas, sendo tidas como umas das mais importantes da região, e onde podemos ter uma ideia melhor de toda a história.Um passeio realmente interessante.
A arquitetura das igrejas ortodoxas sérvias são as únicas que possuem o estilo barroco, pois os demais eram turcos. Elas foram construídas após o comunismo, pois até então era proibido a construção de ingrejas; hoje existem muitas igrejas, mas faltam hospitais.
O passeio foi muito construtivo, e nossa guia Djina muito cuidadosa- aliás, recomendo seu trabalho! Ela fala inglês, espanhol e possui carro caso seja necessário.
Djina 00381643052298- dostanicdj@gmail.com

Ficamos na rua de pedestres, que por sinal é muito bonita e muito bem cuidada. Fomos almoçar no restaurante “?”, que tem exatamente esse nome! Ele é original do século XIII, e em seu interior existe um agradável jardim,  onde assessoras de imprensa , jornalistas  e jovens locais comem, riem e se esquecem da vida.
Comemos o mesmo do dia anterior e tomamos o delicioso café sérvio, que é muito parecido com o turco, e usa-se uma goma de anis para adoçá-lo – lembrei-me do meu pai que adorava essas gomas.

Voltamos de táxi para o hotel, estávamos muito cansados.
Fui ao spa, à sauna, nadei e fiz uma massagem que me aliviou muito.
Já eram 22h e fomos dormir, pois na manhã seguinte íamos para Sarajevo na Bósnia, cuja distância é de 402 km.

Galeria de Belgrado na Sérvia

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