Budapeste-Hungria 3

02 de setembro.

Tomamos nosso café e fomos para o hall do hotel aguardar a excursão, quando vimos que havia passado do horário marcado, fomos novamente reclamar e imediatamente um taxi veio nos buscar. Ele nos levou à excursão, que dessa vez era em espanhol e francês.

Passamos pelo Parlamento do século XVII, enorme, ao lado do Danúbio, não entramos, pois a excursão previa apenas as fachadas.

Buda foi a capital da Hungria até 1361.
Elisabeth foi amada, conhecida no mundo todo como a rainha Sissi, recebeu uma praça em sua homenagem.

A Avenida Andrássy út abriga o comércio de luxo e as casas que no passado eram habitadas pelos nobres e aristocratas; os grandes apartamentos neorrenascentistas ou barrocos foram todos restaurados, é uma aula de arquitetura e beleza.

Durante toda a história política existiu rivalidade entre Viena, Praga e Budapeste.

A Ópera Nacional é maravilhosa, pode ser visitada entre 15h e 16h, quando acontecem visitas guiadas em várias línguas. Foi feita pelo mesmo arquiteto da Basílica de Santo Estêvão.

Nesta rua estão vários teatros e museus.

Em frente aos museus há uma praça em homenagem à música, onde existem várias esculturas com os músicos que engrandeceram a cultura, a música da época era a pentatônica.

O Parque Municipal é muito representativo para o povo húngaro, ao lado dele existem dois museus e um enorme monumento central, vale a pena ser visitado.

A Hungria é exportadora de fígado de ganso e de pato, exceto para a França, pois eles gostam deles diferente dos húngaros.

Passamos pelo zoológico, e em frente há um circo permanente.

Os banhos encontram-se neste local, ao redor da praça, hoje eles são pagos, mas por uma pequena quantia, na época do socialismo eles eram gratuitos.
Encontramos um grupo de jovens, eles iniciam a faculdade hoje, e a universidade oferece uma pequena viagem surpresa para que tenham a oportunidade de se conhecerem antes do início das aulas.

A avenida em que seguimos, durante o socialismo, era a avenida aonde os desfiles aconteciam. Alguns monumentos foram destruídos durante a liberdade, inclusive a estátua de Stalin. Hoje existe um monumento moderno no local.

As escolas públicas são gratuitas até os 18 anos.

A divisão política e geográfica da cidade é feita em distritos, iniciamos a visita no distrito 5 e depois no distrito 7, no bairro judeu, onde as construções são boas mas descuidadas porque não houve restauros. Como já disse, a vida dos judeus na época de Maria Teresa no século XVII era mais livre, e eles eram grande parte da população. Hoje as restaurações se iniciam e o bairro começa a ficar animado e com bons restaurantes.

Do outro lado do rio podemos ver o Monte São Geraldo, atravessamos pela ponte Elisabeth e subimos a colina de São Geraldo.

Os que chegaram  aqui primeiro foram os estrangeiros, fizeram a evangelização e trouxeram a cultura com livros de histórias, posteriormente desceram e atravessaram o Danúbio e ergueram a cidade.

A escola Le ordem está muito bem, apesar dos 45 anos de interrupção com o socialismo, hoje tudo se refaz.
A colina proporciona a mais bela vista da cidade.

DICA: Às segundas-feiras os museus são fechados, exceto a Sinagoga e o Mercado, que ficam abertos até às 17h.

A escultura da liberdade é vista por toda a cidade, e está representada por uma mulher segurando a palma da vitória, é linda e grandiosa. Ela foi trocada, sendo anteriormente uma escultura soviética. As outras esculturas são homenagens a qualquer soldado, de qualquer nacionalidade, que tenha ajudado na liberdade húngara.

Margarida, que foi canonizada, vivia em Buda durante a evangelização. A ilha em que viveu no convento fundado por seus pais, chamada Nyulak Szigete, junto de Buda, é agora chamada Ilha de Margarida, em sua homenagem.

Em 1541 chegaram os turcos, e Buda virará uma cidade turca durante 50 anos, depois foi destruída.

O barroco é reconstruído, portanto não é autêntico como o de Praga, pois lá não houve destruição e tudo está impecável hoje em dia.

Nesta época os húngaros saíram para a parte ocidental que não havia sido tomada, e o grande valor era dado ao Danúbio. A ponte foi construída por uma companhia inglesa. A praça em frente à ponte possui o nome do engenheiro que a construiu.
Fizemos uma visita a pé ao bairro que fica à direita, a caminhada foi de três horas. O bairro é tranquilo e está em bom estado de conservação, penso ser ótimo para morar, pois é muito calmo e possui ótimos restaurantes, basta atravessar o rio para estar no centro de tudo. As belas fachadas barrocas com casas coloridas deixam uma atmosfera muito agradável.

A Igreja de Buda, ou Igreja de São Matias, possui uma torre gótica e uma romana, com azulejos do século XIII.

O monumento histórico representa a peste que pensavam ser um castigo de Deus, e os que morriam eram os que tinham pecado mais durante a vida.
A igreja foi utilizada como sinagoga.

Igreja de Buda 2 Igreja de Buda 3 igreja de buda 4 igreja de Buda 5 Igreja de Buda

Para voltar tentamos pegar o ônibus, mas desta vez não conseguimos, tanto é que o cobrador foi muito simpático e não nos cobrou, mesmo porque estávamos no ônibus errado.

Voltamos ao apartamento para descansarmos um pouco e saímos para nosso concerto, dessa vez assistiríamos as quatro estações de Vivaldi, na Igreja de São Miguel. Ela está toda em restauro, o som é perfeito e o espetáculo maravilhoso.

Andando a pé vemos que toda a cidade está sendo restaurada, e eles prometem que quando voltarmos estará impecável. É claro que eles possuem a certeza de que o que importa é o turismo, e para isso precisam estar preparados.

Realmente este passeio é muito interessante, pois se tem um panorama intenso da cidade e um pouco da história.

Quero voltar.

Nosso hotel é impecável e surpreendente, até mesmo uma ida ao banheiro vale uma foto, é tudo de muito bom gosto, com belo design e muito conforto.
No restaurante És, indicado por vários guias de viagem, preste atenção à trilha sonora, ela é brasileira.

 

O Bastião dos Pescadores era todo formado por uma muralha, e hoje está intacto, localizado atrás da igreja.

Neste momento deixamos nosso tour e continuamos a pé.

Paramos em um restaurante turístico em frente à catedral, onde comemos muito bem. O Wilson pediu o tradicional foie gras de ganso, e eu o confit de canard, excelente.

Saímos para o passeio em Buda já comentado.

 

 

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