Certosa – Itália

No dia seguinte partimos para Certosa di Marggiano, em Siena, Relais Chateaux. No caminho paramos em um outlet Valdichiana Village -Via Enzo Ferrari, 05 , 52045 localita Le Farniole- Floriano della Chiana (AR) – 39-0575649926 www.valdichianaoutlet.it, não é grande e não tem marcas importantes exceto as esportivas. Comprei tênis, Wilson comprou camisas e um pijama. Os valores são baixos.

Chegamos no hotel e, talvez pela jornada do dia anterior, estávamos mortos. Deitamos com a intenção ficar pouco tempo, mas dormimos por quatro horas, quase perdemos o jantar. Conseguimos uma reserva em Siena numa cantina onde as mesas eram grandes e as pessoas se acomodam juntas umas das outras. Tudo muito antigo e original. O Wilson, como sempre, pediu uma massa e eu, um peixe e apenas uma taça de vinho. Osteria le Logge, Via del Porrione 33 1 53 100 Siena, fone 0577 224797 www.osterialelogge.it.


Demos uma volta pela cidade e nos surpreendemos, pois não lembrávamos da grandeza da cidade. Quando estivemos lá em de agosto de 1990, a cidade estava toda coberta de bandeiras, muita gente e agitação por ser o dia do “Palio di Siena”. É um corrida de cavalos tradicional de 600 anos, acontece uma vez ao ano, os cavalos são escolhidos pelas paróquias e os torcedores são fanáticos, tanto que, desta vez chegamos cerca de um mês depois do evento e os vencedores ainda se reúnem para festejar e discutir a corrida. Uma tradição nacional italiana.

No dia seguinte, tínhamos uma degustacao marcada em Gaiole, na vinícola Capannelle, Loc Capannelle, 13, Gaiole in Chianti – Siena, fone 39-057774511 www.capannelle.com, sempre no topo da montanha e próximo à cidade Etrusca. Erramos o caminho e quando vi havia uma família colhendo uvas. Foi a primeira colheita que vi. Paramos o carro e foi uma farra. Descemos, tiramos fotos, levamos uvas (merlot). Os nativos muito receptivos.

Chegamos na vinícola, onde fomos recebidos pela Fabiana, que nos mostrou tudo. Com ela aprendemos sobre a importância do local da adega, muitas tem ar condicionado e a deles não em função de uma parede de pedras original que leva umidade e frescor numa temperatura de 18 graus, o que é exigido para a conservação do vinho. Ficamos impressionados com a caixa forte da adega, onde são armazenadas as garrafas compradas pelos restaurantes e hotéis cinco estrelas do mundo e enviadas quando solicitado.

Tomamos os vinhos Chardoney Especial para aperitivos.-2001 e 2005, tinto com as uvas San Giovesa e Malvasia Nera, que são muito frutada, dando sabor ao vinho. 50&50 que não é produzido pela vinícola e, por isso, seu rótulo é diferente. Os da vinícola tem garrafas produzidas especialmente para receber o rotulo.

Porque Chiante Classico? Este tem no gargalo da garrafa uma etiqueta onde vai o símbolo de um galo e descrição DOCG – Denominação de Origem Controlada e Garantida, para confirmar que o Chiant é feito conforme deve ser. As videiras são plantadas na diagonal ao sol, pois todas devem receber a mesma insolação e claridade para desenvolver a fotossíntese. Neste ano, o grande problema da região são as queimadas provocadas por pessoas sem consciência e até as azeitonas não deram produção em função do calor excessivo. Durante a explanação fiquei sabendo também que as taças devem variar conforme o vinho, quando este precisa respirar (os melhores), as taças são mais abertas.
Almoçamos na cidadezinha. Comemos apenas salada, uma vez que fecha tudo, no máximo, às 13h. Voltamos para Siena, demos mais uma volta pela cidade e fomos a Duomo que é muito rica em arte, arquitetura e história. Enquanto o Wilson descansava, fui a um brechó, onde fiz compras junto com a minha filha (ela pelo Skype). A tecnologia possibilita coisas inacreditáveis


Voltamos par o hotel, tomamos um banho rápido e descemos para nosso menu degustação com o chef Paulo Lopriori. O hotel tem uma das 50 cozinhas mais famosa da Itália. Escolhemos o menu de três pratos, numa sala com apenas quatro mesas e cinco pessoas para nos servir. Foi oferecido: champanhe, prato com uma fatia muito fina de cebola vermelha frita, erva doce frita e um pó, que imagino ser de amendoim. Nos trouxeram a carta de vinhos e pedimos um Chiant Classico. Além disso, veio uma espécie de enroladinho de algas, recheado com cenoura e algo que não descobrimos, acompanhada de um caldo com um sabor oriental.
Pedi salada de folhas e filetos de algas e gengibre para ser comida com as mãos e o Wilson pediu camarão cru. Raviolli com queijos, ervas e um molho leve e verde, coberto com molho branco. Esse estourava na boca, numa delicadeza inexplicável.

Para o Wilson veio fusilli, sendo um recheado com pimentas e outro sem, para dar equilíbrio, um creme de alho crostado, como se fosse creme brulhe. O meu pedido tinha ainda dois pedaços de carne crua e um pequeno purê defumado, com um sabor sem igual e um pão, mergulhado na salmora. Para terminar par o Wilson trouxeram frango com fingh e cardamona.
Não pedimos sobremesa, pois seria demais apesar das porções serem minúsculas. Mesmo assim trouxeram uma surpresa do chefe: docinhos com crostas de chocolate, anis, pistache, chocolate, creme branco, sambuca e tiramussi. E figo com anis para encerrar.
Observamos que, na verdade, não conseguimos descobrir os ingredientes de cada prato, mas os sabores eram orientais, com muito gengibre e anis. Soubemos depois que a região aprecia a erva, sendo o doce regional um tipo de jujuba de anis.
Na manhã seguinte saímos bem cedo e fomos para Monterriggioni, uma fortificação que serviu para ajudar Siena durante as invasões de Firenze. Na região tem muitas dêsstas, bonita e pequena, parecendo um presépio. Lá vimos um hotel romântico que vale a pena: Hotel Monterriggioni 53035, Monteriggioni- Siena Via 1 Maggio 4 fone 0577 305009/10 www.hotelmonteriggiani.net
De lá, fomos para San Giminiano, onde já estivemos uma vez, mas não nos lembrávamos mais. Paramos na praça, andamos um pouco e fomos almoçar. Não havia muitas opções, por incrível que pareça. Almoçamos no na Piazza del Cisterna. Poderia ter sido melhor.
Saímos e fomos para Volterra, uma cidade muito alta e também etrusca. Com esculturas e objetos por todos os lados, linda, grande, limpa e com muitos restaurantes maravilhosos. Vai a dica: siga até Volterra e almoce lá. Vale a pena. Voltamos para o Hotel e terminamos a tarde no apartamento.

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