Cortona – Toscana

A CIDADE MEDIEVAL ONDE FOI FILMADO “SOB O SOL DA TOSCANA”, Dirigido por Audrey Wells, com Diane Lane, Sandra Oh, Lindsay Ducan.

No dia seguinte, tomamos café e partimos para a Toscana. Saímos do hotel por volta das 9h e pegamos o avião às 11h. Estávamos com quatro malas, mas não tivemos problemas. Acredito que, por ser um voo de 40 minutos e os passageiros não levarem bagagens, eles liberam para quem tinha.
Pegamos nosso carro no aeroporto, havíamos alugado um Mercedes Benz, mas como a locadora não tinha, deram-nos um BMW, foi bom para testar. Gosto muito de Mercedes Benz. Hoje, com os tablets existe um aplicativo, “Mapas”, que nos liberta do GPS e daquela portuguesa falando “vire na rotunda e saia na saída”, mesmo sem internet dá a posição exata onde você está. É possível comprar um chip por 35 euros e ter internet o dia todo. O aplicativo dá a rota exata a fazer. Com ele, chegamos no hotel Relais Chateaux Il Falconiere, considerado quatro estrelas, maravilhoso.

Nos acomodamos e fomos ao jantar marcado para 8h30. Restringimos ao pedido, pois comemos muito em El Greco. Pedimos uma bisteca fiorentina para duas pessoas e um quarto de vinho. Para nossa surpresa, tivemos um pequeno aperitivo, uma pequena entrada do chefe e um prato para degustação de sete sobremesas. Imagina se tivéssemos pedido todos os pratos. O café, como sempre, mais caro que o vinho.
Na manhã seguinte tomamos café e saímos sem destino: pegamos o rumo de Montepulciano e vimos uma placa que dizia “caminho do vinho” e foi para lá que fomos. Paramos na vinícola Polizziano e experimentamos três vinhos: de alturas de 200 metros, 300 metros e 400 metros. Isso foi uma nova experiência, pois não sabia que quanto maior altitude, melhor o vinho. Compramos nossa primeira garrafa, a de 400 metros.

Fotos da degustação.
Saímos e subimos mais um pouco. Paramos em albergue que recomendo,chamado Borgo Ter Rose, www.borgotrerose.it , mesmo sem ter estado. É barato e maravilhoso, apenas 140 euros, o pernoite com café. Subimos mais e paramos em Montepulciano, famosa pelo vinho, e Umbria, andamos, conhecemos uns brasileiros e o Giusseppe, onde comprei alguns chapéus maravilhosos.
Almoçamos no tradicional café de Poliziano, que percebemos depois ser da mesma família da vinícola, www.caffepoliziano@libero.it


Continuamos nosso passeio até o lago, passamos por Chuiso e voltamos para o hotel, onde terminamos o dia no spa até às 20h e fomos para o quarto. Não jantamos para economizar calorias. Tudo perfeito.

Pela manhã, tomamos café e fomos conhecer a cidade de Cortona, medieval, quase sem ninguém e lugar para estacionar. Acabamos vendo uma exposição de antiquários, que me fez entender muito de móveis e xícaras. Partimos por volta das 12h e fomos para o local do Brunelo de Montalcino, o famoso vinho que custa muito no Brasil e em todo o mundo. Minha vontade era saber o por quê disso e lá entendemos: altitude máxima da Toscana, o vento frio e a claridade sobre os plantios de uvas tornam o Brunelo, um grande vinho.
Meu marido estava ansioso e extremamente emocionado por estar naquele local tão longínquo à nossa cultura, mas que todos os conhecedores de vinho têm como o máximo de todos os italianos. Queríamos almoçar e nos indicaram o Langelo, um pequeno restaurante tocado por três senhorinhas de mais de 70 anos. O Wilson pediu uma pasta com tartufo branco, que é da região, e eu pedi uma carne com molho de fung portinni, realmente a melhor comida da viagem. O vinho “Il Marroneto”, acabamos comprando após o almoço em uma boteca de vinhos. Realmente fantástico.

Já estávamos satisfeitos pela experiência, mas fomos a uma casa de vinhos e fizemos uma degustação que me deixou contente. Ofereceram-nos um vinho de 30 euros e não gostei. Infelizmente os preços acompanham o paladar e conhecimento. Acabamos gostando e comprando os que tinham mais que esse valor. Trouxemos uma mala de vinhos.

Voltamos bem mais rápido do que fomos, por uma estrada mais bonita, já que tínhamos uma degustação programada às 18h em nosso hotel. Chegamos exatamente no horário e saímos em um grupo de 12 pessoas, com o Benedito, filho do casal, dono do Relais. Começamos nos Proseccos e terminamos em uma adega maravilhosamente bem decorada e bem servida, onde provamos os vinhos branco e tinto . Os tintos de merlot são completamente diferentes. Serviram com pães com azeite da casa, queijo pecorino e presunto. Sem dúvida, uma experiência muito agradável e enriquecedora

Fiquei emocionada quando o Bene (assim é chamado) falou “o que posso fazer se minha mãe fez um belo vinho?” Pensei logo em meu filho que faz o mesmo em outras proporções.


Depois que terminou, subimos ao apartamento e, como o prédio é muito antigo e a conexão com a internet é difícil, desci. Silvia, que é a chefe do restaurante e seu marido, Ricardo abriram um champanhe e convidou-nos a uma conversa informal e íntima em uma das salas do Relais, como forma de integrar os hóspedes. Para mim, uma nova experiência ouvi-los contar como tudo começou e afirmando que agora não há volta. Encerrei a conversa contando sobre o Hotel Fazenda Foz do Marinheiro, com a mesma história apenas em países e costumes diferentes. Sem dúvida, tudo isso enriquece o meu trabalho e a nossa vida. Foi maravilhoso.

Print Friendly, PDF & Email