Florence – Itália

Florence
É a segunda vez que visitamos Florence. A primeira foi a cerca de 25 anos, quando estivemos no Casamento em Prato. O meu filho Thomaz tinha entre dois e três anos, ele ficou no meu lugar no nosso hotel para possibilitar essa viagem. Na primeira visita, ficamos surpresos com tudo, assim como desta vez. Considero Florence, Paris e Roma, cidades que podemos voltar mil vezes e sentir a mesma emoção, pois cada vez descobriremos algo diferente. Na viajem anterior, compramos dois quadros em uma galeria ao lado do Rio Arno, que enobrecem nossa sala até hoje, e são estas coisas que marcam uma viajem além da cultura que fica para sempre.

Partimos de Certosa, numa viagem de uma hora. Tudo aqui é muito perto. Entramos bem na cidade, hotel que ficamos está na Piazza de la Republica. Faz parte da The Leading Hotels e Rocco Forte Hotels, isso nos dá algumas vantagens, Hotel Savoy, Piazza de Republica nº 7, Florence. O prédio é de 1896, conservado com arquitetura Fiorentina.

Em frente ao Hotel está a cafeteria Gilli, desde 1733, local escolhido por políticos, artistas, poetas e turistas. É maravilhosa, tanto na arquitetura como em suas vitrines. Demos uma volta pelo centro, entramos em alguns monumentos e fomos para o restaurante indicado pelo concierge do Hotel “Ristorante Paoli”. Está aberto a 200 anos. Fomos atendidos pelo simpático Damiano, pedi um bacalhau com espinafre e o Wilson, ossobuco. Na nossa programação teria o jantar, mas depois do imenso prato, que pode ser dividido tranquilamente, mudamos o programa.

Saímos de lá e fomos andar para fazer digestão e seguimos a ponte Vicchia. Continuamos a caminhada e encontramos a loja do Salvatore Ferragamo, entramos e o Wilson observou que havia um museu no piso de baixo, e qual foi a surpresa: o museu era maravilhoso, contando toda a história do negócio, com os sapatos de cada época e toda vida de Marilyn Monroe, vestida por ele em todos os filmes e suas aparições. Numa sala, um vídeo com partes dos filmes e uma exposição dos vestidos mostrados na tela.
Uma sala com fotos de Marilyn misturadas a madonas e esculturas quase que nas mesmas posições da artista. A última sala mostra a morte e é recitada numa poesia feita por Paolo Pasilini. Uma maravilha. O museu existe desde 1995. É muito bem feito, um verdadeiro mergulho na arte do oficio dos sapatos e roupas e sensualidade da atriz.
Saímos de lá e voltamos para o Hotel, descobrimos e fotografamos mais coisas e, enfim, paramos na cafeteria Gilli, onde encerramos o dia com um Prosecco. Um dia que estará registrado para sempre em nossa mente.


No dia seguinte, pela manhã, fomos ao Museu Uffizi. As entradas devem ser reservadas com antecedência, já que há controle de visitas, aliás, um ótimo sistema numa cidade com milhões de turistas entrando e saindo de todos os lugares. Com isso, tivemos o benefício de ver o museu com tranqüilidade. Passamos duas horas e meia vendo os tesouros de Medicis, as obras da arte florentina em ordem cronológica e Alto Renascimento com muitas esculturas e duas salas intactas onde somente vemos, de fora, as obras favoritas dos Medicis.

Estão no Museu Uffizi, obras como: o Duque e a Duquesa, de Urbino (1465-70); O Nascimento de Venus (1485), de Botticelli; Venus, de Urbino (1538) Ticiano, Madona de Maestra (1310), Baco (1333) e Caravaggio. Uma sala é dedicada a Michelangelo e outras obras que complementam o acervo. Durante a visita, vi muitas pessoas usando seus celulares e I Pad com o programa Rick Steves, no qual se faz downloads de onde vai e explica as obras e monumentos.

De lá, passamos pelo Palacio Vecchio e seguimos para o restaurante Natalino, indicado pelo nosso concierge. O restaurante está aberto desde 1880 e localizado fora do centro da cidade (Borgo Albizi 17/R fone 055/289404), por isso, sem turistas. O atendimento é dado pela família e o cartão define o local: “Specialista Cucina Fiorentina”. Pedi um bife tartar, com trufas brancas e tomamos um Brunelo (recomendo).
Saimos já cansados, porém tínhamos marcado de ir visitar a Academia de Arte, local onde abriga David, de Michelangelo, que simboliza o triunfo sobre a tirania desde 1873, até então estava na Piazza della Singnoria, hoje existe uma cópia no lugar. Vimos a academia com calma, mas não nos prolongamos muito. Poder rever David já foi tudo de muito importante.
Fomos descansar antes do jantar, porém, recebemos telefonema de um amigo do Wilson que estava com a família na mesma cidade e veio tomar um aperitivo conosco. Marcamos um jantar, que, para surpresa de todos, foi extremamente agradável no Cammillo Tratoria, Borgo S. Jacopo, 57, fone 055 212427. Comi miolo com flores de abóbora frita. Estava bom, mas não foi o melhor.
Saímos e fomos tomar café e digestivo num local onde tem jazz com vista para o Rio Arno, local moderno e muito agradável. Em seguida, fomos dormir, já que estávamos cansados.

No outro dia, encontramos com nossos amigos, onde estavam hospedados, no Hotel Porta Rosa (Via Porta Rosa, 19, fone 39-055 271-0911, nhportarosa@rh-hotels.com), uma antiga casa bem conservada, próximo ao centro, com o café da manhã razoável. Fomos ao quarto onde estavam e uma surpresa: era enorme, com pé direito muito alto e muito confortável, por um ótimo preço. Vale a pena guardar o nome desse hotel.
Minha mais nova amiga tinha comprado umas jóias na ponte Vecchia, local de joalherias, além de ser histórica e pitoresca. Andamos um pouco por ali e fomos nos encontrar com os maridos em uma tratoria, quando, no caminho, vimos um restaurante super moderno e com menu de degustação a um preço excelente, com vinho incluso etc.. As pessoas do local muito bonitas e elegantes, mesmos as que trajavam bermudas e roupas mais veranis. Fui ao toalete e percebi que estávamos num restaurante de hotel. Perguntei ao rapaz, muito simpático, que me informou sobre os valores e mostrou o bar e a sala de frente ao Rio Arno. Aproveitei para pedir para ver o quarto. Convidei minhas amigas, mãe e filha e fomos. Trata-se do Hotel Ferragamo, simplesmente o máximo: decoração, apartamento, exposição de quadros com seus desenhos e fotos e o quarto de frente para o rio. Um sonho.
Vale a pena pesquisar (“Hotel Lungarno, Borgo San Jacopo 14, fone 39-055 27261, lugarno@lugarnocollection.com), o restaurante J Borgo San Jacopo Ristorante (fone 055 281661, bsj@lungarnocollection.com).


Dia de compras, ainda não havíamos entrado em lojas e feito compras, mesmo porque, em Roma os preços já estavam normais e ai tudo fica caro.
A ideia do Wilson foi excelente: depois que ficamos sabendo que as lojas de grifes concentraram toda a coleção passada num só local, visando acabar com as promoções nos grandes centros da Itália, a gente iria em busca desse local. A indicação era que seria muito longe, próximo a Arezo. Fomos até lá e não era. Informaram-nos que seria próximo a Firenze e lá nos disseram que seria em Leccio, muito longe. A relação de distância deles é diferente da nossa, já que estava a apenas 30 minutos. O local chama-se “The Mall” (Via Europa 8, 50060, Leccio, Reggello, Fizerence, Italia, fone 39 055 8657775, info@themall.it). As lojas são: Alessander Mcquem, Armani Jeans, Balenciaga, Botteca Veneta, Busrberry, Dior, Emenegildo Zengna, Fendi, Giogio Armani, Gucci, Hagan, I Pinco Pallino, Loro Piana, Marni, Pucci, Roberto Cavalli, Salvatore Ferragamo, Sergio Rossi, Stella McCartney, Tod”s, Valentino, Yves Saint Lourent. Do lado de fora do centro existe uma enorme loja da Miu Mil, Prada, Trussardi, Dolce Cabana e Diesel.

O shopping é um jardim muito agradável com pontes, bancos, pergolados, com praça de alimentação com pizza, salada, sanduíches self service e, no andar de cima, tem um restaurante melhor onde você é servido com bons vinhos e serviços. Percebemos depois que há um restaurante mais fechado e particular, mas este não conhecemos.
Os valores são de 50% a 70% de desconto dos valores normais e, como todo outlet, as numerações e variedades são limitadas, mas você não terá problema. Basta um bom cartão de crédito. Para o Free Taxi tem um Oficcio, onde você recebe cash, mas precisa carimbar no aeroporto, caso contrário é taxado e multado. De qualquer forma, já facilita, pois basta mostrar a mercadoria e carimbar os documentos.
No caminho existem vários outlet, mas estes com marcas mais econômicas e, conforme nos informaram, com a alimentação muito ruim, tipo uma salada, pizza e cachorro quente. Vi no caminho os seguintes outlet: Fashion Allen, Crowin e Barberino. Enfim, essa região fica reservada às compras, aos vinhos e azeites.
Chegamos cansados, mas mesmo assim fui à Zara para comprar duas blusas que minha filha viu pela internet. Jantamos novamente frutas e fomos dormir.
Valéria Foz

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