Split, Croácia, Dalmacia

15 de setembro 2013

 

Split é a maior e mais importante cidade da Dalmácia, bem como o centro administrativo do condado de Split-Dalmácia, na Croácia. Ela está situada numa pequena península na margem oriental do Mar Adriático, na base dos montes Kozjak e Mosor. O porto é a saída para as mais belas ilhas da Croácia, como, por exemplo, Hvar onde estivemos durante três dias. É indiscutivelmente bela.

Descemos do Ferri e já ficamos na cidade para almoçar. Demos o primeiro passeio desde que chegamos já que ficamos apenas no hotel. Não entendíamos porque falavam tanto de Split. Paramos o carro e subimos a pé. Entramos nas ruazinhas estreitas em busca de um restaurante. Estavam todos lotados. Encontramos um onde havia conforto e proteção ao sol que estava muito forte. Pedi uma salada e o Wilson, um mexilhão. Ficamos por umas três horas admirando a beleza do imenso edifício rodeado pela praça da República.

Saímos de lá e continuamos nosso passeio, sem rumo definido. Em cada edifício, em cada esquina, a gente parava para admirar a riqueza do lugar. Percebemos que rodeávamos a muralha do mausoléu de Dioclesiano e passamos em frente ao sarcófago, onde está enterrado. Foi imperador romano que construiu em volta de uma muralha seu castelo e um pequeno Império, em estilo romano, com imensas colunas de mármore. A parte central tem a Catedral de São Domnius hoje é local de encontro, onde acontecem eventos musicais e de artes em geral.

 

Em frente à Catedral há belos homens  vestidos com trages de  época para tirar fotos. Os turistas ficam nas escadarias apenas observando o movimento. Como era domingo, uma noiva fez seu casamento entre turistas romanos e japoneses. Também no Templo de Júpiter, encontrará um campanário romântico que foi remodelado na época gótica com caracteres destes momentos

 

A cidade oferece uma estrutura turística interessante. Caso fique três dias você pode  pagar meia entrada em museus, igrejas, etc. A internet é livre por um tempo que permite ao turista receber e responder seus e-mails. Há outros benefícios como um cartão que dá descontos especiais.

A parte central do mausoléu e seus edifícios estão perfeitos. A população mora em casas, estilo italiano,nesta área da cidade e para aumentar suas rendas aluga quartos e espaços da residência aos turistas. Encontramos um hotel-boutique com variedades de coisas que, para quem vier sem carro por uma ou duas noites, vale a pena hospedar-se nele.

O Hotel Vestibul Palace (www.vestibulpalace.com) é lindíssimo e está ao lado do mausoléu oferendo ao turista a oportunidade de estar hospedado onde tudo acontece.

 

O Mausoléu tem uma historia interessante; supõe-se que  foi construído e utilizado por Dioniso  na proteção dos cachorros da raça Dálmata, que estava em extinção.

Continuamos nosso passeio à região portuária onde existem inúmeros restaurantes. Fomos ao hotel Meredim Cassino, o mesmo que já havíamos ficado antes de ir para Hvar. O hotel tem cassino livre para quem gosta. Não fui nem ver.

 

16 de setembro 2013

 

 

Acordamos cedo, tomamos café e fomos para Trogir a 40 km de Split. Ao voltar, passamos novamente em Split para encontrar um restaurante. A indicação da concierge do hotel, foi o  “No Estresse” que valeu a pena. O dono, Zeliko, muito simpático, nos serviu como reis. O meu prato, filet com molhos de trufas e frutas e o do Wilson, uma massa com mesmo molho. Ao final, nos ofereceu frutas e pediu para que esperássemos. Ele saiu e foi comprar frutas frescas que veio numa vasilha com gelo. Um almoço maravilhoso, onde passamos a tarde. Saímos de lá às 17h30 e fomos para o hotel. Ficamos no apartamento, pois estávamos muito cansados.

 

No apartamento, há um cartão que dá opções de benefícios aos hóspedes que não pede arrumação do quarto. Esses clientes são considerados “verdes”, pois ajudam a natureza, e recebem US$ 37 para: ter desconto nesse valor em restaurantes ou oferecer à Unicef, ou ainda ter o equivalente em desconto numa próxima hospedagem. Claro que doamos para Unicef.

Split permite outros passeios que não fizemos, mas que recomendo mesmo sem ter tido a experiência, como uma extraordinária vista do parque, onde se caminha a pé pelas ruas, pequenos cruzeiros, passeios de barco e compras. Enfim, após um mês de viagem é bom ficar no apartamento e sentir-se um pouco em casa.

Como arquiteta, não poderia deixar de fazer uma observação. A cidade velha faz parte do berço da arte e arquitetura, serve de local de estudo para estudantes e profissionais e estudiosos da área, mas o entorno, é pavorosa com os edifícios construídos pelos socialistas na época do comunismo. Não podemos derrubar e destruir uma história, mas deveriam elaborar uma construção que elevasse a visão da nova arquitetura, uma sugestão é promover concursos arquitetônicos modernos ou definir um estilo. O que não pode acontecer é deixar proliferar o mau gosto que se instalou nos tempos do comunismo.

Split tornou-se um local de férias para os bósnios.

Agora vamos embora com chuva e temos, pela frente, 395 quilômetros para Zagreb, capital da Croácia. Pelo caminho, fomos parando nas cidadezinhas, consideradas fortificadas, que continham uma ou mais estrelas de beleza. Uma delas é Primosten, outra foi Sibenik. Passamos pelas marinas .  Chegamos em Biograd na Moru, sem chuva, em busca de restaurante. Paramos no Aquários, em frente à Riva na Marina. Passamos uma hora muito agradável e comemos muito bem.

Entramos em Zadar. Cidade com característica industrial, de tamanho médio, e com uma marina valoriza o seu centro. Não entramos no centro velho, mas suponho que seja bonito. Saímos da rodovia vicinal com certa pena em função da paisagem e pegamos outra estrada com uma vista impressionante. A estrada é em homenagem a Nicolas Telas.

 

/ Croacia

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